5 Momentos do Processamento na RDC 1002 – 3 Preparo e Acondicionamento Embalagem

5 Momentos do Processamento na RDC 1002 3. O Preparo, acondicionamento e embalagem é o que garante a manutenção da esterilidade. Veja como a RDC 1002 aborda essa importante etapa do processamento de dispositivos médicos neste post.

Afinal o que é a embalagem?

A embalagem é a barreira estéril que resguarda e protege o conteúdo do pacote ao meio externo e aos microrganismos. Por esse motivo, deve ser específica para a esterilização de dispositivos médicos. Existem várias possibilidades e a mais utilizada e prática para odontologia é o que chamamos de papel grau cirúrgico, na verdade na normativa o nome é “pouches”. Nós aqui continuamos a chamar de papel grau cirúrgico para todo mundo saber o que é, mas a trazemos o nome oficial também. Temos o papel crepado, feito de celulose e é mais comum em hospitais, uma vez que suporta mais peso sendo mais resistente a rasgos. Outra opção é o SMS ainda mais resistente. Essas duas últimas são muito úteis para embalar caixas cirúrgicas. O tecido está em desuso pela dificuldade na rastreabilidade do reprocessamento e da disponibilidade de uma lavanderia adequada para serviços de saúde.

Adeus ao papel kraft!

Lembra do papel pardo que embalava os materiais para ir na autoclave no início dos anos 90? Felizmente foi proibido junto com papel toalha, alumínio e outros que ainda víamos esporadicamente em alguns consultórios. Cada vez menos, mas de vez em quando ainda aparecia. Mudam os temos mas os desafios continuam, são outros.

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Pacote bem-feito

O acondicionamento é fundamental para manter a integridade do pacote e da abertura asséptica, essencial para entregar o material estéril no momento do uso. Sendo assim:

  • Faça os pacotes ao longo do comprimento do rolo, ou seja na longitudinal deixando uma aba para abertura.
  • Utilize somente caixas e organizadores perfurados mas em conjunto com outras barreiras.
  • Não faça recortes picotando o rolo par afazer pacotes menores. Para pacotes menores escolha um rolo mais estreito.
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Identificação dos pacotes

É fundamental que todas as informações sobre os dispositivos médicos e da esterilização sejam aplicadas ANTES da esterilização para evitar erros. Coloque sempre (abaixo está na ordem impressa na etiqueta)

  • Número do pacote (daquela carga)
  • Número do Esterilizador (autoclave)
  • Número (ou nome se você estiver escrevendo a caneta)
  • Número da carga (na ordem da esterilização, naquela autoclave naquele dia)
  • Data da esterilização
  • Data de validade (no máximo 6 meses se o pacote sair seco, em autoclave monitorada de rotina, e se o pacote permanecer íntegro e seco até o momento do uso).

Além disso, a data de validade da embalagem em sí (papel grau cirúrgico, crepado ou SMS) deve ser superior à data estipulada.

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Cada pacote um indicador químico de processo

Cada pacote que entra na autoclave tem que ter pelo menos um indicador químico tipo 1, ou seja, o indicador de processo. Se for papel grau cirúrgico esse indicador deve ser o impresso, pois isso ja é uma demonstração que o pacote foi bem feito. Além desse indicador, inclua um pacote teste desafio com um indicador tipo 5.

Organização é a palavra da vez

Sabemos o quanto é difícil mudar os nosso hábitos, mas é fundamental para nos adaptar às novas regras. Portanto, sugiro que você reorganize os seus kits de modo a facilitar o seu atendimento e às regras de rastreamento e de anotações nas embalagens. Isso vai facilitar a sua vida e a da ASB no dia a dia.

Pronto para a nova parte da RDC?

Liliana Donatelli

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